quarta-feira, 3 de maio de 2017

Amma Amritanandamayi - Mulheres Espiritualizadas 2

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Mātā Amritanandamayī Devi, mais conhecida como Amma (que significa mãe), nasceu a 27 de setembro de 1953 na pequena vila de Parayakadavu (onde criou seu Ashram conhecido como Amritapuri), próxima a Kollam, Kerala (Sul da Índia). É muito admirada dentro e fora da Índia e respeitada como uma humanitarista; muitos a reverenciam como uma Mahatma (Grande Alma) e uma santa viva: a santa dos abraços.

Biografia

Ao nascer, recebeu o nome de Sudhamani e já durante a sua infância era muitas vezes vista em um estado de profunda meditação.
Grande devota de Krishna, aos cinco anos já compunha pequenos cantos devocionais espontaneamente. Quando completou nove anos, sua mãe adoeceu e ela se ofereceu para cuidar da casa e dos 7 irmãos. Deixou a escola, apesar de ser muito aplicada e possuir memória fotográfica conforme suas professoras relataram. Oferecia ao Senhor cada instante de sua longa jornada de trabalho. Contudo, os membros da sua família não entendiam seu processo de interiorização e por isso a castigavam. Ao terminar sua lida doméstica, já a noite, Sudhamani ia meditar, cantar ou rezar. Via muita dor e sofrimento na pobreza de sua aldeia. A crueldade e o egoísmo do mundo só aumentava sua devoção a Deus. Seu objetivo então, ao buscar a Divindade, passou a ser consolar a dor e o sofrimento de todos os seres. Começou então a doar alimentos de sua própria casa e comprar remédios para os vizinhos pobres, muitas vezes pagando o preço dos castigos por doar tanto.
Aos 22 anos, Amma (ou mãe, nome que emprega desde então) passou a difundir sua mensagem espiritual e inúmeras pessoas a procurá-la para receber suas bênçãos. Alguns jovens aspirantes espirituais a Ela se juntaram como discípulos e criaram uma pequena congregação religiosa (ashram) que depois cresceu continuamente. Mais tarde, construiu-se um templo dedicado à Deusa Kali no Ashram. A partir de 1987, começou a ser internacionalmente conhecida com o início de suas peregrinações ao exterior. A "Mãe" é reverenciada por milhões de pessoas no mundo inteiro pela sua altura espiritual, humildade e dimensão da obra social.

En 1993, Amma foi designada uma das três representantes da fé hinduísta no parlamento das religiões do mundo, em Chicago. Em agosto de 2000, foi convidada pela segunda vez para ir à ONU para participar na Conferência Mundial pela Paz. Já em outubro de 2002, a ONU concedeu-lhe o prêmio à não-violência "King - Gandhi", e em julho de 2004 discursou no Parlamento das Religiões do Mundo no Fórum de Barcelona.
Amma obteve ainda mais projeção em 2004, pelo fato do Ashram ter sido o maior doador privado na tragédia da tsunami e que afligiu boa parte do sul da Índia. Doou 23 milhões de dólares. Poucos anos depois doou também um milhão para o Fundo das Vítimas do Furacão Katrina.  No final de 2013 dou 2 milhões de dólares para as vítimas do super tufão Haiyan nas Filipinas.

terça-feira, 2 de maio de 2017

História de Sri Sarada Devi - Mulheres Espiritualizadas (yogini)

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Carinhosamente chamada de "Santa Mãe", Sri Sarada Devi (1853-1920) foi a esposa e companheira espiritual de Sri Ramakrishna. De acordo com os costumes vigentes na Índia daquela época, foi-lhe prometida em casamento quando tinha apenas 5 anos de idade e ele, 23.

Mais tarde, ocorreram dois encontros significativos com Sri Ramakrishna: o primeiro aos 13 anos e o segundo aos 14 anos, quando teve a oportunidade de conviver com ele, por um breve período, e receber seus primeiros ensinamentos.
Aos 18 anos, quando ainda vivia com seus pais em Jayrambati, começou a ouvir rumores de que seu marido havia enlouquecido. Sentiu que seu dever de esposa, nesse momento, era o de ir ao seu encontro e oferecer-lhe o seu apoio.
Nessa época, Ramakrishna já estava totalmente dedicado às suas práticas espirituais, levando uma vida de monge celibatário. Foi nessa condição, e com toda a gentileza, que recebeu sua jovem esposa, que se sentiu aliviada ao concluir que ele se encontrava em perfeita saúde, tanto física como mental.
Algum tempo depois, Ramakrishna lhe perguntou o que ela esperava dele como marido. Ela respondeu que viera para acompanhá-lo e servi-lo em sua caminhada espiritual. Desta forma, em vez de buscar a consumação conjugal, ela tornou-se sua primeira discípula.
Sarada Devi, mesmo com sua maneira simples e despretensiosa, tinha sua própria grandeza espiritual. Serviu a Ramakrishna e a seus discípulos durante muitos anos. Após a morte de Ramakrishna, ela deu continuidade a seu ministério espiritual, servindo de guia e inspiração para a ordem monástica que então se iniciava.
Ela foi um modelo único de discípulo ideal, monja, esposa e mestra. Para seus incontáveis filhos espirituais foi mãe amorosa. Todos aqueles que tiveram contato com ela ficaram profundamente tocados por seu amor incondicional e trabalho altruísta. Todos eram seus filhos, independente de nacionalidade, filiação religiosa ou posição social. Ninguém, jamais, foi rejeitado. Ela acolheu a todos, sempre, sem distinção.


Sri Ramakrishna considerava Sarada Devi como uma manifestação especial da Divina Mãe do universo. Em 1872, na noite do Phala-harini-Kali-puja, ele cultuou Sarada Devi como a Mãe Divina num ritual especial, e assim despertou a Maternidade universal que jazia oculta em seu interior. Quando os discípulos começaram a se reunir ao redor de Sri Ramakrishna, Sarada Devi aprendeu a considerá-los como seus próprios filhos. O quarto no qual ela vivia em Dakshineshwar era muito pequeno para ser habitado além de inóspito; e por muitos dias ela não encontrava oportunidade de se reunir com Sri Ramakrishna. Mas suportava todas as dificuldades silenciosamente e vivia em paz e contentamento enquanto servia um número crescente de devotos que vinham para ver Sri Ramakrishna.


Depois do falecimento de Sri Ramakrishna em 1886, Sarada Devi levou alguns meses em peregrinação, e então foi para Kamarpukur onde viveu em grande privação. Ao tomarem conhecimento de sua triste condição, os discípulos de Sri Ramakrishna a trouxeram para Calcutá. Este foi um marco decisivo em sua vida. Ela passou agora a aceitar aspirantes espirituais como seus discípulos, e se tornou o portal aberto à imortalidade para centenas de pessoas. Seu grande coração materno, dotado de amor e compaixão sem limites, abraçou a todas as pessoas sem qualquer distinção, incluindo muitos que haviam levado vidas degradantes.
Quando as discípulas ocidentais de Swami Vivekananda vieram a Calcutá, a Santa Mãe as recebeu de braços abertos como suas próprias filhas, ignorando as restrições da sociedade ortodoxa daqueles dias. Embora tivesse crescido em uma sociedade rural conservadora, sem qualquer acesso à educação moderna, ela sustentava um ponto de vista progressivo, e apoiou irrestritamente Swami Vivekananda em seus planos de rejuvenescimento da Índia e de apoio ao povo e às mulheres. Dava especial atenção à escola para meninas fundada pela Irmã Nivedita.
Passou parte de sua vida em Calcutá e parte em sua aldeia natal Jayrambati. Durante os anos de permanência em Calcutá, suas necessidades foram atendidas pelo Swami Yogananda, um discípulo de Sri Ramakrishna. Nos anos posteriores suas necessidades dela foram atendidas por outro discípulo de Sri Ramakrishna, Swami Saradananda que construiu-lhe uma nova casa em Calcutá.


Sri Ramakrishna deixou este mundo em 1886. Sarada Devi tinha então trinta e três anos. Tendo vivido num plano não físico de relacionamento com seu marido, ela não experimentou o sentimento de viuvez quando da morte deste. Para ela, ele continuou a ser uma realidade vivente até o final dos seus dias. E pelos trinta e quatro anos seguintes, ela viveu uma vida complexa em seus papéis e variada em sua riqueza, doce e silenciosa, que ganhou para si o carinhoso título de 'Sri Ma', 'a Santa Mãe', pelo qual ela passou a ser conhecida.
Foi convidada a ser a guia espiritual dos monges da Ordem Ramakrishna, constituída inicialmente pelos discípulos diretos de Sri Ramakrishna sob a liderança do Swami Vivekananda; e a ser guru de um crescente círculo de homens e mulheres famintos de espiritualidade. Sua eminência espiritual e o poder divino da sua personalidade capacitaram-na a desempenhar este significativo papel com facilidade e naturalidade.


Mas foi no papel de uma mulher do lar, no seio do seu próprio círculo familiar constituído por seus irmãos de sangue, cunhadas, e sobrinhos, em meio a uma série de problemas criados por estes, que a santa mãe manifestou uma faceta exclusiva do seu caráter e personalidade. É este aspecto da sua personalidade que provê um magnífico exemplo de espiritualidade prática capaz de inspirar a todos os homens e mulheres. A monja brilhou através da dona de casa, e ambas brilharam através do coração de uma mãe amantíssima. Longe de se esquivar de um mundo de distrações, ela o abraçou, envolvendo-o em seu amor. E no meio de milhares de distúrbios, ela preservou a naturalidade e a paz da sua personalidade.


Nos relatos históricos vigentes nunca houve outra mulher que visse a si mesma como a Mãe de todos os seres, inclusive dos animais e dos pássaros, e que tenha dedicado sua vida inteira para servi-los como seus próprios filhos, com inesgotável espírito de sacrifício e abnegação. Sobre o seu papel na missão de Sri Ramakrishna, declarou: "Meu filho, você sabe que o Mestre tinha uma atitude maternal para com todos. Ele me deixou aqui para manifestar aquela Maternidade Divina no mundo".

Verificação é prova de uma teoria ou de uma afirmação. Somente o teste da vida demonstra a genuinidade de uma virtude moral ou de um valor espiritual; virtudes são melhor examinadas no infortúnio que na boa sorte. É bastante fácil manter-se a postura e a elegância nos bons tempos; mas é somente no mau tempo que comprovamos a sua genuinidade. A tranqüilidade, postura, elegância, e o espírito de amor incondicional e serviço impessoal, que Sarada Devi expressou em sua vida diária no contexto de um ambiente altamente perturbador de total materialidade, a possessão deste poder por um homem ou uma mulher os torna puros e santos. A expressão deste poder na vida é amor. Sarada Devi foi a verdadeira personificação desta pureza, santidade, e amor que é o significado do ideal de maternidade em sua melhor e mais elevada acepção. Sua pureza está incorporada no coração de cada mulher. Uma mulher comum apreende em sua vida somente uma fração deste ideal pelo qual ela resplandece em terna amabilidade e santidade. Uma função meramente biológica se torna elevada graças ao insuflo de um valor espiritual. Mas este valor espiritual resplandeceu em sua plenitude, ainda que fora do contexto biológico, na personalidade da Santa Mãe, demonstrando por isso o ideal em sua forma simples. Fora a abundância do seu coração, ela deu seu amor a todos sem qualquer distinção, justificando assim o carinhoso epíteto de ‘Santa Mãe'.


Swami Vivekananda considerava Sri Sarada Devi como o ideal para as mulheres da modernidade devido à sua imaculada pureza, extraordinária paciência, serviço abnegado, amor incondicional, sabedoria e iluminação espiritual. Ele acreditava que com o advento da Santa Mãe, havia começado o despertar espiritual das mulheres nos tempos modernos.

 Namastê, Gratidão.

sábado, 18 de março de 2017

Carne.. de PAPELÃO??


Ontem, dia 17/03/17 mostrou uma reportagem na televisão, sobre como funciona a industria da carne

Se essa carne é considerada a melhor, imagina o resto...





Essa notícia teve repercuções inesperadas e zuaram muito no Facebook.







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Namastê, Gratidão.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Simplesmente Cru - Documentário

Um tempo atrás vi um documentário de pessoas que tinham diabetes e se curaram com alimentação crua... Sim, esse documentário mostra que é sim possivel se curar da diabetes.

O documentário mostra um grupo de pessoas que tem diabetes que faz um retiro, todos ficam em uma casa e durante um mês comendo alimentos vivos.
É simplesmente incrível o que acontece, veja você mesmo! 

Namastê. Gratidão!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Maha Shivaratri

Antes de ontem vi um blog que falava sobre o Maha shivaratri, mas não sábia quando era e deixei quieto, ontem descobri que o Mahashivaratri aconteceu antes de ontem, no mesmo dia que descobri sobre o assunto. (ha ha..) O Maha shivaratri aconteceu no dia 11/02/2017.

No Shivapurána é dito que, em todos os meses, a noite anterior ao dia da Lua Nova é dedicada a Shiva. Essa noite é chamada Shivarátri, a 'noite de Shiva'. Uma vez ao ano, no mês de fevereiro/março, chamado mágha, há um dia e uma noite inteiros dedicados a Shiva, chamados Maháshivarátri.

Nesse periodo muitos fazem jejuns, meditações, orações, recitações do mantra om namah shivaya, com o intuito de dominar o corpo e a mente para obter o autoconhecimento.

Mesmo que tenha uma data especial para o Maha Shivaratri, todo dia é dia de festejar o Maha Shivaratri, com muita devoção e amor.

OM NAMAH SHIVAYA

Sou grata, Namastê.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

História de Shiva e Parvati

Há uma antiga crença entre os hindus... Muito, muito tempo atrás, na antiga Índia, os deuses e as deusas, sempre que desejavam, desciam do céu a Terra e tomavam a forma dos seres humanos. Apesar de parecerem e viverem como tais, eles tinham surpreendentes poderes – siddhiis – que, obviamente, não eram humanos.
Eles podiam tomar a forma de qualquer coisa, de animais, plantas, árvores ou rochas e retornarem a aparência humana a qualquer momento. Os deuses e as deusas também podiam surgir nos sonhos das pessoas que, sinceramente, os adoravam e conceder a elas certas bênçãos especiais. As pessoas que recebessem tais bênçãos podiam também realizar grandes poderes mágicos. Na Índia, histórias fascinantes desses tempos longínquos são, até hoje, tradicionalmente, contadas e recontadas com grande entusiasmo e reflexões. 
Conta uma antiga tradição que, além de serem casados no céu, Shiva e Adishakti sempre que decidiam tomar a forma humana, eles se reencontravam na Terra e se casavam outra vez. Na história a seguir, Adishakti nasce como a bela princesa Parvati, enquanto Shiva, um poderoso yogue indiano. Parvati sabia que Shiva é seu único homem e amor, mas, sendo Shiva tão compenetrado e determinado nos ideais de asceta e com a prática de concentração e meditação, Parvati não conseguia fazer com que ele a percebesse e se casasse, novamente, com ela. Na angustiante tentativa de despertar o interesse e amor de Shiva, Parvati torna-se uma yoginii e passa a viver numa floresta meditando constantemente em seu nome. Essa antiga e interessante história de amor segue seu destino com Mena, uma formosa jovem escolhida para ser devota de Shiva e que mais tarde se tornaria a mãe terrena de Parvati. 
Mena era uma jovem princesa que, com todo o seu coração, adorava muito o Senhor Shiva. Sentindo-se agraciado pela verdadeira devoção de Mena, Shiva a presenteou com uma benção – siddhii – muito especial: a habilidade mágica de transportar-se para qualquer lugar. Mena era feliz por há muito tempo ser uma fervorosa devota de Shiva, mas seu real desejo era algum dia poder conhecê-lo. Certo dia, ao tomar conhecimento que o Senhor Vishnu havia convidado os deuses e sábios para uma visita a sua ilha no céu, ela ficou muito esperançosa de, muito em breve, poder realizar o seu antigo sonho. Como Shiva era grande amigo de Vishnu, provavelmente, ele também seria convidado. Tudo de que ela precisava fazer era se transportar para a ilha no céu, quando chegasse o momento. Como seu coração estava tomado pela euforia e a possibilidade de, realmente, encontrá-lo, ela partiu... 
Mena surgiu, primeiramente, diante de Vishnu, que era bem conhecido pela sua generosidade e hospitalidade. Olhando para sua face, Vishnu percebeu o profundo amor que ela nutria por Shiva. Com um amável sorriso, disse-lhe: “Gostaria a senhorita de permanecer e conhecer meus amigos? Shiva, em breve, chegará!”. Tão enorme era a devoção de Mena que o simples fato de pensar em vê-lo a fez entrar numa espécie de transe, então, ela sentou-se ao chão em profunda contemplação. Absorta, não percebeu que os deuses e os sábios haviam começado a chegar para a reunião. 
Se os ilustres convidados soubessem que Mena estava sob efeito de um intenso transe por causa de Shiva, eles, certamente, iriam compreender a razão pela qual ela não se levantou e aproximou-se para cumprimentá-los. Mas como não sabiam, eles balançaram suas grisalhas cabeças e demonstraram completa desaprovação: “Essa garota! Que desrespeito!”. Antes que Vishnu tivesse a chance de explicar o ocorrido, um dos velhos sábios murmurou: “garota mal-educada, pelo fato de você não ter se levantado para nos cumprimentar, você se casará com uma montanha!”. Quando ela recobrou os sentidos, Mena tentou de todo modo se desculpar e implorou perdão, mas seu destino não poderia ser mais alterado. Ao retornar a Terra, ela lamentou profundamente o ocorrido: “Como poderei me casar com uma montanha?”. E chorou desoladamente. 
Anos mais tarde, Mena escalou o Himalaia – o rei das montanhas. Himalaia também havia recebido uma benção especial dos deuses que o permitia se transformar em qualquer coisa que ele desejasse. Na maioria das vezes, ele tomava a forma de uma vasta cordilheira de montanhas que ia do leste ao oeste e cujos picos são os mais altos do mundo. Foi assim que Mena o encontrou. O sopé do Himalaia era coberto por exuberantes matas. 
Na primavera, o derretimento da neve enchia abundantemente os rios e lagos com água fresca e gelada, o que atraia centenas de pássaros e animais. Muitos sábios e yogues lá viviam e meditavam no interior de cavernas. Mahadeva Shiva sempre que vem a Terra toma a forma de um yogue e escolhe como sua morada os lugares mais distantes, especialmente, o silencioso e gelado Monte Kailash – o mais alto de todos os picos cobertos de neve da cadeia de montanhas do Himalaia. 
Himalaya – o rei das montanhas – se orgulhava por ser Shiva seu hóspede especial. Mas, quando Himalaya sentiu que a amável Mena vagava pela suas “costas” e escutou seus lamentos, o desejo por ter uma esposa cresceu em seu coração e ele se apressou para se apresentar a ela na sua forma humana. Ele era um belo e sábio homem. Mena e ele trocaram histórias, mencionaram a respeito da devoção que ambos tinham por Shiva e ela percebeu que não seria uma má ideia casar-se com uma montanha. 
Mena e Himalaya desejavam ter filhos e logo se casaram. Eles oraram para a deusa mãe Adishakti e pediram para que ela entrasse em suas vidas. Adishakti ficou tão satisfeita com a oração que resolveu nascer na Terra como filha deles. No céu Adishakti é esposa de Shiva. Quando ela viesse a Terra, reencontraria Shiva e, como sempre, se casaria com ele outra vez. O recente casal não tinha ideia de que, no futuro, a filha deles se tornaria esposa de Shiva.
Quando Mena deu à luz uma menina, ela e Himalaya ficaram muito felizes e a chamaram de Parvati. Parvati cresceu e tornou-se uma bela e independente menina, orgulho de toda a família. Quando ela tornou-se um pouco maior, seu pai a presenteou com uma mágica carruagem voadora, que poderia levá-la, de modo seguro, a qualquer lugar. Quando Parvati já era quase uma moça, o Sábio Narada visitou Himalaya. Narada podia viajar a velocidade da luz, alcançando grandes distâncias num piscar de olhos. Muito vivaz ele mantinha o cosmos inteiro sob sua constante observação. Sua visita de surpresa era conhecida e sempre trazia notícias de terras longínquas. Ele também gostava de apontar tarefas e obrigações que as pessoas não haviam realizado e as estimulava. 
Com grande alegria e humildade, Himalaya deu boas-vindas ao grande sábio e, talvez, no fundo de sua alma havia um pouco de apreensão. Himalaya trouxe Parvati para ser apresentada ao sábio: “Oh! Narada poderia ler o horóscopo de minha filha?”. Narada observou, cuidadosamente, a criança e estudou seu horóscopo. Então, ele limpou a garganta: “Himalaya, sua filha possui todos os sinais sagrados em seu corpo e seu horóscopo é auspicioso. Ela somente lhe trará felicidade”. Mas..., limpando a garganta outra vez: “Vejo uma dificuldade, seu esposo será um yogue nu. Ele será livre de todos os desejos e necessidades, não terá nenhum ente familiar e sua aparência e maneiras poderão desagradar e assustar”. 
Himalaya preocupado e receoso: “O que posso fazer para ajudar a minha filha? Há solução?”. Narada rapidamente finalizou a explicação: “Não se preocupe. O noivo de Parvati não será ninguém mais do que o Senhor Shiva. Você deve garantir que ela não se case com nenhum outro homem.”. Himalaya ficou confuso: “Mas Shiva encontra-se completamente na mais profunda meditação. Ele não tem interesse por mulheres ou por se casar. Como poderá minha filha conseguir sua atenção e conquistar seu coração?”. “Entendo que você não tenha a consciência da verdadeira identidade de sua filha, ela é ninguém mais do que a deusa Adishakti, a eterna esposa de Shiva.”, replicou Narada. 
Himalaya passou adorar ainda mais a sua filha, por saber quem ela realmente era. Mas, ele manteve a revelação de Narada consigo. Anos mais tarde, Mena disse a Himalaya: “É hora de encontrar um marido para nossa filha”, pois ela havia se tornado numa amável e jovem mulher. Circunspeto, Himalaya voltou-se para Mena: “Minha querida, você deve ensinar a ela como orar a Shiva, pois é com ele que ela se casará.”. Os olhos de Mena encheram-se de lágrimas. Ela sabia que ser devota de Shiva não era uma fácil tarefa. Ninguém havia amado Shiva mais do que ela, e em todos esses anos ela jamais conseguiu vê-lo. Como poderia ela deixar sua filha passar por tal desapontamento? Mas, Himalaya contou-lhe a predição de Narada, e, então, ela concordou falar com sua filha. Mena levou Parvati a um lugar distante e explicou-lhe: “Você deve fazer de tudo para agradar Shiva, pois ele será seu marido.”. 
Shiva decidiu se fixar nos picos do Himalaia e iniciar um novo ciclo de meditação. Tão logo Himalaya havia percebido que Shiva encontrava-se nas proximidades, o rei trouxe Parvati até ele. Parvati colocou uma oferenda de flores e frutas diante de Shiva e permaneceu silenciosamente. Himalaya falou com reverência: “Oh! Senhor Shiva, estou honrado pela sua visita. Ordenei que nenhum homem, animal ou pássaro o perturbe. Por favor, permita que a minha filha Parvati o sirva e cuide de todas as suas necessidades, enquanto estiver aqui.”. 
Shiva abriu seus olhos o suficiente para olhar de modo penetrante para eles, e perguntou: “Por que está empurrando sua filha para mim? Sou um yogue. Não preciso da atenção de uma mulher.”. A dureza de suas palavras amedrontou Himalaya. Mas, Parvati reconheceu que Shiva era seu eterno esposo. Determinada e sem medo, lhe falou: “Shiva, somos uma única pessoa. Você e eu somos um. Somos incompletos um sem o outro. Oh! Senhor, eu lhe imploro, por favor, deixe-me servir-lhe.”. Shiva percebeu verdade nas palavras de Parvati, apesar de ele não dizer nada a ela. Virou-se para os seus auxiliares – os Shivaganas – e falou rispidamente: “Não a incomodem. Ela tem permissão para ir e vir”. 
Shiva permaneceu em profunda meditação e tornou-se indiferente a ela, mas a devoção de Parvati tocou os corações de todos os outros deuses. Indra – o rei dos deuses menores – estava preocupado com ela. E decidiu pedir ajuda aos seus amigos Kama e Rati. Quando Kama – o deus do amor e dos desejos humanos – e sua esposa, Rati, dançam, o ar torna-se pleno do sentimento de amor, como uma explosão da primavera. E quando Kama aponta sua flecha mágica de flores, seja quem for por ela acertado, torna-se preenchido pelo desejo do amor. Disse Indara a “Kama”: “Por favor, faça alguma coisa. Shiva precisa perceber Parvati. O amor dela não pode ser em vão.”. “Claro!”, concordou Kama: “Rati e eu faremos de tudo pela felicidade de Parvati. 
Kama andando nas pontas dos pés se aproximou silenciosamente de Shiva, encontrando um lugar escondido de onde ele poderia arremessar certeiramente a sua flecha. A primavera despertou, pássaros cantavam, flores desabrochavam e suas fragrâncias eram levadas pela brisa. O amor estava por todos os lugares – até mesmo o mais cruel e árido dos corações não podia ignorar o arrebatador desejo provocado por Kama. 
Shiva percebendo a mudança repentina no ar suspeitou que Kama estaria próximo. Mas antes que ele pudesse investigar, Parvati vestiu-se com frescas e coloridas guirlandas e apareceu diante dele. “Oh! Querida Parvati, você está mais linda do que nunca”, pensou Shiva. Então, ele olhando ao seu redor, avistou Kama escondido entre os arbustos, preparando-se para lançar uma flecha de flores em direção ao seu coração. Shiva ficou furioso pelo fato de sua concentração ter sido interrompida. Ele voltou sua face para Kama e com um simples olhar destruiu a flecha mágica. Então, o terceiro olho de Shiva, no meio de sua fronte, se abriu e um raio de fogo fulminante consumiu o desprecavido Kama, reduzindo-o num bocado de fumaça. Rati desconsolada caiu em prantos e correu desesperadamente em busca de ajuda. Os deuses ficaram aterrorizados por ver Kama ter este infortúnio final, mas não havia nada que eles pudessem fazer. Determinado a retornar a meditação, Shiva desapareceu do local.
Om namah shivaya
Inconsolada, Parvati retornou a casa de seus pais. Eles pediram ajuda ao sábio Narada. “Eu tenho tentado de todas as maneiras”, disse Parvati. “O que mais posso fazer para conquistar o coração do meu amado Shiva?”. Narada, com uma voz calma, respondeu: “Você deve meditar no seu nome. Simplesmente repita Om Namah Shivaya e não perca as esperanças. Para você Parvati, nada é impossível!”. 
Dá-se início a mais severa prova. Para se preparar, Parvati se desfez de suas jóias e ornamentos, substituindo-os por simples colares de contas e de suas peças de roupa de seda macia por tecidos de algodão. Ela partiu para onde o havia visto pela última vez, seu coração estava tomado pela saudade. Estava determinada a fazer qualquer coisa que pudesse trazê-lo de volta. 
Parvati acatou todas as privações de um asceta. No calor do verão, sentava-se dentro de um círculo de fogo e repetia: “Om Namah Shivaya”. Na estação de chuva, entre raios e relâmpagos, ela continuava a repetir o nome de Shiva, até mesmo durante as piores tempestades. No inverno, ela permitia que a neve cobrisse seu corpo, enquanto mantinha sua mente pura e focada: “Om Namah Shivaya”. Ela repetia o nome de Shiva sem parar. Mas, mesmo assim, ele não veio. 
Ela passou um ano apenas alimentando-se de frutas e no ano seguinte, apenas de folhas. Ela desistiu completamente dos alimentos e passou a viver de ar e água. Depois, somente de ar. Sua respiração mal podia ser ouvida e mesmo assim ela continuava a repetir: “Om Namah Shivaya”. Mas, Shiva não veio. 
A profunda meditação de Parvati começou acalmar os animais ao seu redor. Os animais ferozes perderam a sua ferocidade, enquanto os animais mais indefesos, o medo. Tigres, leões, búfalos, macacos, coelhos, pássaros, dentre outros animais se aproximaram silenciosamente e se posicionaram ao redor de seus pés. As plantas e árvores passaram a produzir uma grande quantidade de frutos e folhas para todos os animais e pássaros, e a floresta tornou-se um oásis de amor e paz. “Om Namah Shivaya”, Parvati repetia. Mas, Shiva, ainda assim, não veio.
Incapazes de suportar o sofrimento de sua filha, Himalaya e Mena foram até Parvati. “Filha, isso não funciona. Por que você insiste? Shiva se quer percebe sua presença. Querida filha, volte para casa conosco!”, eles disseram. Mas, “Não”, disse Parvati. “Não vou desistir. Shiva virá!”. Ela, então, fechou seus olhos e continuou a meditação. Desconsolados, seus pais retornaram. 
Parvati voltou a se concentrar e o som melódico de sua mentalização fez com que cada célula de seu corpo vibrasse intensamente. Breve, o som transformou-se em calor e Parvati começou a brilhar com uma lâmpada e depois, como uma bola de fogo que passou irradiar intensas ondas de calor. Tudo ao seu redor começou a se aquecer até que todas as plantas, animais e até mesmo o solo se ressecaram. E ainda sim Parvati repetia sem parar o nome de seu amado. Até os deuses começaram a sentir que o céu estava transformando-se num inferno. Até eles não suportariam o calor por mais tempo. 
Então, Brahma, Vishnu e outros deuses menores viajaram para onde Shiva se encontrava. Permanecendo todos em silêncio, numa postura de humildade, eles esperaram Shiva terminar a sua meditação. Quando Shiva, finalmente, abriu seus olhos, perguntou: “O que os trouxe aqui?”. Os deuses uniram as palmas das mãos ao centro do peito e o saudaram. “A meditação de Parvati está queimando o universo inteiro, querido Senhor. Ela não vai desistir enquanto não reconhecer o amor dela por você e se casar com ela.”. “Eu compreendo”: disse Shiva. “Eu considerarei...”. 
Shiva, então, decidiu testar Parvati pessoalmente. Trajado como um velho sacerdote brâmane, ele apareceu diante dela. “O que seu coração deseja minha querida jovem yoguina, ao ponto de recorrer a mais severa meditação?”, ele perguntou. “Meu coração pertence à Shiva”, replicou Parvati. “Minha respiração anseia por reencontrá-lo.”. O velho brâmane deu uma risadinha: “Shiva? Aquele homem mal-humorado, feio e sem lar? Ele não tem nada para oferecer a uma garota como você. Ele vive nas florestas e nos cemitérios. Seus atendentes – Shivaganas – são criaturas horrorosas. Você, certamente, teria uma vida de sofrimento com ele. Mude de ideia. Ainda há tempo de você se salvar.”. Os olhos de Parvati brilharam de indignação. “É um pecado terrível disser tais coisas! E um grande pecado, até mesmo, ouvi-las!”. 
Percebendo que ele estava sendo rude, deu suas costas para o ancião. E foi colocar mais gravetos na fogueira para que pudesse terminar a sua meditação. Mas, o velho homem segurou seu braço e perguntou: “Por que se afastou de mim, minha querida? Por favor, se case comigo!”. Assustada, Parvati percebeu que o velho brâmane havia desaparecido. Então, seu coração saltou, pois em seu lugar estava o amor de sua vida, aquele pelo o qual havia resistido as mais difíceis provações. Shiva! Por fim, ele, finalmente, veio! “Sim”, ela respondeu cheia de felicidade. “Eu me casarei com você!”. 
Para completar a sua felicidade, Parvati quis compartilhar a boa notícia com seus pais. Eles também haviam passado por apreensões, penúrias e tristezas por causa dela. Então, ela partiu ansiosa para contar-lhes. Enquanto isso, Shiva vestiu-se como um dançarino de rua e seguiu, separadamente, para o palácio de Himalaya, cantando, dançando e tocando o seu tambor. Mena recebeu o dançarino com hospitalidade e até mesmo trouxe-lhe presentes preciosos, mas ele queria somente uma coisa: pedir a mão de Parvati em casamento. “Estou receosa de que isso não seja possível.”, disse Mena. “Minha filha tem esperado, por toda a sua vida, por se casar com Shiva. Ela não vai querer se casar com um dançarino de rua como você. Por favor, vá embora.”. O dançarino rejeitou os presentes e continuou a dançar. “Estou aqui para pedir a mão de Parvati em casamento”, ele insistiu. 
Himalaya, por extensão, irritou-se com a insistência do desconhecido dançarino e ordenou aos seus soldados para levá-lo para fora do palácio. “Pegue-o!”, disse. Mas, como Shiva brilhava como milhares de sois, ninguém podia tocá-lo. “Tirem o daqui!”, ordenou Himalaya. Mas, Shiva rodopiou e como a mais sólida e pesada das montanhas ninguém conseguia movê-lo. 
Então, Himalaya, Mena, Parvati e todos os presentes entraram num estado de encantamento. Eles avistaram o Senhor Vishnu com sua concha, seu disco – chakra –, sua clava e a flor de lótus. Eles avistaram as quatro faces do sábio Senhor Brahma e também Shiva com seus três olhos, seu tridente e sua lua crescente. Então, eles presenciaram o universo inteiro brilhar ao redor do misterioso dançarino. Shiva – o Senhor de todos os deuses –, estava ali, no pátio, dançando feliz, enquanto pedia a Mena e ao Himalaya a mão de sua filha Parvati. 
Os pais de Parvati ofereceram aos noivos uma maravilhosa cerimônia e festa de casamento e quando ela acabou, Shiva e Parvati partiram felizes para o monte Kailash. Os olhos de Mena e Himalaya brilhavam de tanta felicidade, pois, finalmente, sua querida filha tinha conquistado o coração de Shiva.
OM NAMA SHIVA
ADI SHAKTI ADI SHAKTI NAMO
NAMO SHIVA SHAKTI
 
Tirado do blog: http://infinitoluminoso.blogspot.com.br/

Gratidão _/|\_ Namastê.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O divino

Tem quem pense que a evolução espiritual é como uma escada, porém a evolução não tem a ver com "subir degrais para o divino" , mas tem mais  a ver com uma cebola.
A cebola tem várias camadas, assim como nós. Nossa evolução está em "descascarmos" essas camadas (daquilo que pensamos que somos) até chegar na nossa verdadeira escência, basta nós nos interiorizarmos mais. O divino sempre esteve em nós, basta que nos observamos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Amor

Primeiro aprende a amar as estrelas, justamente porque elas não causam nenhum problema.

Depois que conseguiu amar as estrelas, ame as plantas.

Quando conseguir amar as plantas, ame os animais.

Conseguindo amar os animais, aprenda a amar os humanos.

Quando finalmente amar os humanos, aprenda a se amar. Só nessa lição aprenderá que o seu maior obstáculo é você mesmo(a).

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Sobre o Câncer...

O mês passado foi o mês rosa (câncer de mama) esse é o mês azul (câncer de próstata). Essa doença sempre foi muito considerada perigosa pelo fato de muitos já terem morrido por causa dela, muitos estão tratando a doença e outros conseguiram a cura, sejá a cura tanto pelo hospitais (por hospitais a cura é bem mais difícil de conseguir, isso se conseguir), quanto por forma de curar naturalmente, quero dizer curar através de alimentos puros, jejuns, medicinas alternatívas, etc.

Algo que é importante das pessoas saberem é sobre o pH, afinal, o câncer só irá aparecer em ambiente acido.

Tem muitos alimentos que são muito acidos, por exemplo a carne mesmo. A carne é uma grande vilã.

Ficar em uma alimentação natural, fazer jejuns e suco de clorofíla (detox) ajuda a regular o seu pH, regulando o pH do corpo ele se cura porque, o câncer só vive em um corpo acido.

O que seu corpo mais precisa é uma faxina, então o mais recomendado é o suco de clorofíla, Dê esse presente ao seu corpo!

 O que nós precisamos é apenas encontrar o nosso equilíbrio interno, as doenças podem ser resultados do modo que agimos também. (Linguagem do Corpo)
homens com câncer de próstata teve a sexualidade "ferida" por uma mulher ou a mãe e câncer de mama porque as mulheres guardam grandes mágoas do marido ou dos pais. 

Saiba que a cura está nas suas mãos! :)

Namastê!! Gratidão.